É através de um bloqueio emocional que percebo o quanto temi. Caí e levantei inúmeras vezes. Parte de mim desistiu, já a outra, gritou. E continua gritando.
É desesperador olhar para trás e perceber erros pequenos, que na totalidade tornaram-se imensos. Olhar para frente e tremer. Incertezas tão incertas que fazem doer... Doer um coração que nunca conseguiu aceitar outra opção. Um coração cansado de tanto chorar e sorrir ao mesmo tempo.
Tempo?! Que passou, que passa, que passará. Que solucionará. Ansiosamente, corro atrás do que, por pouco, não consegui deixar escapar. Deixei guardado. Tão fundo feito veia, tão vital quanto sangue.
O que resta é batalhar até onde o meu corpo for capaz de suportar. Ciente de que sempre foi assim e de que independente dos fatos, da distância, do medo... Será.