terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Madrugada

É um grito de vontade. De um querer súbito, imediato, urgente.

É impulsivo e corrói. Consome. Preenche.

domingo, 2 de setembro de 2012

Diário de saudade

Eu não sei. Não consigo. Não sou boa em explicações. Apenas jogo com as palavras. E dessa vez, elas estão ausentes de direção, porém repletas de sentido.

Um pouco de admiração e um tanto de energia positiva. Muita história. Muita tradição. Antigo estilo relíquias. Underground, Covent Garden, Leicester Square. Os grandes movimentos artísticos. As pequenas câmeras perante o Big Ben. Um pingo de mágica feito feitiços daquele universo localizado atrás da plataforma 9 3/4 da King Cross Station.

A vermelhidão dos ônibus e dos telefones públicos faz falta. Assim como a obsessão por batata, a pontualidade e a incontável quantidade de bandeiras transbordando nacionalismo pelas ruas.

Até o sotaque impossível à compreensão. Tão impossível quanto conter lágrimas diante dessas memórias. Preciso dos cisnes do Hyde Park. Da Oxford Street. Do sentimento bom. Da paz eufórica exclusiva da cidade real. Volta!?

domingo, 29 de janeiro de 2012

À frente

É através de um bloqueio emocional que percebo o quanto temi. Caí e levantei inúmeras vezes. Parte de mim desistiu, já a outra, gritou. E continua gritando.

É desesperador olhar para trás e perceber erros pequenos, que na totalidade tornaram-se imensos. Olhar para frente e tremer. Incertezas tão incertas que fazem doer... Doer um coração que nunca conseguiu aceitar outra opção. Um coração cansado de tanto chorar e sorrir ao mesmo tempo.

Tempo?! Que passou, que passa, que passará. Que solucionará. Ansiosamente, corro atrás do que, por pouco, não consegui deixar escapar. Deixei guardado. Tão fundo feito veia, tão vital quanto sangue.

O que resta é batalhar até onde o meu corpo for capaz de suportar. Ciente de que sempre foi assim e de que independente dos fatos, da distância, do medo... Será.